APA_VIII_Congresso_CARTAZ_Cinza_PT

P115

Trabalho, concreto e abstrato: entre utilidade social e valor de mercado.

Coordenador / Coordinator:
Emília Margarida MARQUES
CRIA – ISCTE/IUL
emddm@iscte-iul.pt

Co-coordenador / Co-coordinator
(se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):

Debatedor / Discussant
(se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):
TBA

Língua principal / Main language: Português / Portuguese (PT)

Língua complementar / Complementary language: Inglês / English (EN)

Língua de trabalho preferencial (não exclusiva) /
Prefered working language (not exclusive):
Português / Portuguese (PT)

Detalhes do painel na língua principal /
Panel details in main language
Título / Title
Trabalho, concreto e abstrato: entre utilidade social e valor de mercado.

Resumo curto / Short abstract
Tendo em mente a noção compósita de trabalho concreto e trabalho abstrato (Marx), o painel pretende interrogar os modos como a tensão entre o valor social do trabalho e o seu valor mercantil é articulada nas experiências quotidianas de trabalho e e vida.

Resumo longo / Long abstract
A pandemia iluminou nitidamente o trabalho concreto (Marx): exercício das capacidades humanas para responder a necessidades e anseios socialmente definidos. Os aplausos aos trabalhadores da saúde, ou a noção de “trabalhadores essenciais”, sublinham o trabalho como ação sobre o mundo, indispensável à vida individual e social. Mas é também clara a inserção desse mesmo trabalho numa economia política que o enquadra – e abstrai – enquanto produção de valor de troca. Basta ver como a captura mercantil das vacinas contra a Covid-19 vem restringindo o valor de uso do trabalho nelas objetificado.
Pensado com acento empírico nas práticas, experiências, relações e discursos de trabalho (situado este em qualquer ponto dos eixos pago/não pago, formal/informal, in/dependente, precário/permanente, presencial/remoto, em mono/pluriatividade, etc), o painel foca os modos como aquela tensão entre o trabalho concreto e a sua abstração mercantil se traduz no quotidiano vivido e refletido dos trabalhadores.
Que (des)articulações, materiais e discursivas, se observam entre utilidade social e valor mercantil do trabalho e do que produz? Que processos lhes dão forma? Como se relacionam elas com os eixos descritivos acima? Que nos podem ensinar, em antropologia, sobre a diversidade de modos e sentidos de vida no contexto do capitalismo contemporâneo?

Detalhes do painel na língua complementar /
Panel details in complementary language

Título / Title
Concrete and abstract labour: work and workers between social value and market value.

Resumo curto / Short abstract
Keeping in mind the compound notion of concrete and abstract labour (Marx), this panel aims to discuss the tension between the social value of labour and its market value, and the diverse ways it comes to be articulated in the labour experience and beyond.

Resumo longo / Long abstract
The pandemic has clearly illuminated concrete labour (Marx): work as the exercise of human abilities in order to fulfil socially defined needs and wants. People clapping for healthcare staff, or a phrase such as “essential workers”, certainly underline work as a meaningful action indispensable to individual and social life. But this same work is embedded in a political economy that frames – and abstracts – it as the mere production of exchange value; the commodification of Covid-19 vaccines, which curbs the use value of the labour objectified in them, is a case in point.
This panel approaches practices, experiences, relations, and discourses of work (located anywhere along the axes of paid/unpaid, formal/informal, in/dependent, precarious/permanent, on-site/remote, mono/pluriactive, etc.) to focus on the ways the tension between concrete work and its mercantile abstraction impacts the work experience and the workers’ lives.
What material and discursive (de-)articulations between the social usefulness of work and its mercantile value are observed? What processes shape them? How do these processes and (de-)articulations relate to the descriptive axes above? What can we learn from them, in anthropology, about the diversity of ways and meanings of life in the context of contemporary capitalism?

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