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VIII Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia

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P019

CONTRAINSURGÊNCIAS E ECOLOGIAS PÓS-COLONIAIS: NARRATIVAS ANTROPOCÉNICAS A PARTIR DE ÁFRICA.
Consterinsurgencies and Postcolonial Ecologies: Anthropocene Narratives from Africa.

Coordenador / Coordinator:
Rui M. SÁ
CAPP- Centro de Administração e Políticas Públicas, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas- Universidade de Lisboa
ruimoutinhosa@gmail.com

Co-coordenador / Co-coordinator
(se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):
Cecília VERACINI
CAPP- Centro de Administração e Políticas Públicas, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas- Universidade de Lisboa
cveracini2011@gmail.com

Debatedor / Discussant
(se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):
Gabrieli Gaio
ISCSP/ULISBOA

Língua principal / Main language: Português / Portuguese (PT)

Língua complementar / Complementary language: Inglês / English (EN)

Língua de trabalho preferencial (não exclusiva) /
Prefered working language (not exclusive):
Português / Portuguese (PT)

Detalhes do painel na língua principal /
Panel details in main language
Título / Title
CONTRAINSURGÊNCIAS E ECOLOGIAS PÓS-COLONIAIS: NARRATIVAS ANTROPOCÉNICAS A PARTIR DE ÁFRICA

Resumo curto / Short abstract
Tendo em conta a intensificação geral das atividades antropogénicas a nível global e local, este painel visa discutir num contexto de movimentos de contrainsurgência e ecologia pós-colonial antropocénica as interacções entre comunidades humanas, ambientes e animais não humanos no continente africano.

Resumo longo / Long abstract
A tendência não é nova. Tende a repetir-se. A cada crise emanada pelo sistema capitalista, a Europa e Portugal fecham-se ao continente africano. Tem sido assim com os refugiados, foi assim com os surtos de Ébola na África Ocidental entre 2014 e 2016 e voltou a confirmar-se recentemente com a crise pandémica de COVID-19 onde as fronteiras uma vez mais foram reforçadas e as medidas de contenção agravadas. No entanto, no que respeita aos seus recursos naturais a tendência é inversa. De acordo com a FAO- o continente africano perdeu a maior percentagem de florestas tropicais do que qualquer outro continente entre as décadas de 1980 e 2000. A perda de ecossistemas e biodiversidade está a ter por isso um impacto nas economias, nas paisagens, nos ambientes e nas comunidades africanas (humanas e não humanas) intrinsecamente vulneráveis às flutuações dos mercados financeiros e agravadas pelas alterações climáticas. Que movimentos ambientais contra insurgentes têm emergido no continente africano? Que resistências têm sido criadas para tentar travar a deriva extractivista? Que exemplos de conexões entre conservação da natureza, justiça social e ambiental? Este painel encoraja uma discussão aberta sobre estes tópicos onde todos os trabalhos que envolvam questões ambientais africanas serão bem-vindos.

Detalhes do painel na língua complementar /
Panel details in complementary language

Título / Title
Consterinsurgencies and Postcolonial Ecologies: Anthropocene Narratives from Africa.

Resumo curto / Short abstract
Given the general intensification of anthropogenic activities at global and local levels, this panel aims to discuss in a context of counterinsurgency movements and post-colonial Anthropocene ecology, the interactions between human communities, environments and non-human animals on the African continent.

Resumo longo / Long abstract
The trend is not new. It tends to repeat itself. With every crisis emanating from the capitalist system, Europe and Portugal close themselves off from the African continent. It has been so with the refugees, it was so with the Ebola outbreaks in West Africa between 2014 and 2016, and it has been confirmed again recently with the pandemic crisis of COVID-19 where borders have once again been reinforced and containment measures aggravated. However, when it comes to its natural resources the trend is reversed. According to the FAO- the African continent lost the largest percentage of tropical forests than any other continent between the 1980s and 2000s. The loss of ecosystems and biodiversity is therefore impacting African economies, landscapes, environments and communities (human and non-human) that are intrinsically vulnerable to the fluctuations of financial markets and exacerbated by climate change. What environmental counter insurgent movements have emerged on the African continent? What resistances have been created to try to halt the extractivist drift? What examples of connections between nature conservation, social and environmental justice? This panel encourages an open discussion on these topics where all papers involving African environmental issues will be welcome.

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